ESPORTE MATA



A aptidão atlética encurta a vida porque ela se liga ao excesso e todo excesso é causa de envelhecimento.

Essa afirmação é outra maneira de dizer que esporte mata. No tempo em que o método de Cooper estava no auge, todo mundo corria todos os dias no calçadão de Copacabana e nas praças de quase todas as cidades. De vez em quando, um caía estatelado e era levado para o cemitério.

Esse tipo de morte se dá do seguinte modo: como o indivíduo não é longevo, isto é, como em seu organismo predomina o hormônio da supra-renal denominado glicocorticóide, cuja atividade é impedir a ação da insulina, que procura “limpar” o sangue, enviando para os tecidos o excesso de muitas substâncias, como a glicose, o ácido úrico, o colesterol, o LDL (colesterol “ruim”) etc. Nessas condições, todas essas substâncias tendem a aumentar no sangue. O aumento de LDL determina o aparecimento de placas de ateroma nas artérias e o espessamento delas, diminuindo o calibre desses vasos e, conseqüentemente, a nutrição do próprio coração, que finalmente se obstrui e constitui o infarto. Havendo na maioria das pessoas a predominância do glicocorticóide, é natural a freqüência do aparecimento do infarto. A prática de exercícios aeróbicos, como a corrida, a natação etc., irá antecipar muito esse desfecho, daí a razão de ser permitido dizer que esporte mata. A antecipação da morte está ligada ao esporte estressante. Ora, se ele é dessa natureza, aumenta a produção dos dois hormônios do estresse: a adrenalina e o glicocorticóide. Portanto, se há aumento de produção de glicocorticóide, é de se esperar que aumente também o LDL no sangue e, conseqüentemente, haja maior espessamento das placas de ateroma. Há muitos anos pedi a alguns jovens do Minas Tênis Clube que dessem alguns “tiros” na piscina para eu medir a pressão arterial deles antes e depois desse pequeno exercício. Notei que a pressão de alguns estava em 9/12, isto é, era uma pressão convergente, indicando que a capacidade do coração deles era aquém do normal. Esses jovens, praticando esporte, estariam sujeitos a ter o que se chama de colapso, isto é, predispostos a ter uma parada cardíaca e morrer repentinamente. Aqui não entra aumento de LDL no sangue, formação de placa de ateroma e infarto. O mecanismo é diferente, mas esporte mata.

Esporte só não mata longevo, mas a maioria das pessoas está sujeita a ser faturada por ele, principalmente nessa época de muita agitação em que vivemos. Atualmente há mais estresse do que há cinqüenta anos, isto é, a produção de glicocorticóide está muito aumentada na maioria das pessoas.

Muito cuidado, esporte mata! Indivíduo muito musculoso geralmente tem mais força física. Mas não vá pensar que ele é também mais sadio e possa viver mais do que você. Isso não acontecerá nunca. Pelo contrário, ele tem menos saúde e viverá menos do que o indivíduo normal. A razão disso está na sobrecarga do coração do atleta para alimentar também todo o excesso de tecido que foi criado. Ele foi feito para ter músculos de dimensões normais. A natureza jamais os faria hipertrofiado. Não faria porque, se os fizesse assim, estaria contrariando a si mesma, isto é, a perpetuação da espécie, pelo que ela sempre lutou.

José Róiz

DOWNLOAD: MONEY MARK - CHANGE IS COMING - 2001
http://www.mediafire.com/?ac5xz6shk8v62cw

10 Comments:

At 10 de setembro de 2008 às 13:10, Anonymous Fiume420 said...

o que aconteceria com o comite olimpico, a fifa, os clubes, as academias, as marcas como nike, adidas, puma... se esse tipo de informação fosse divulgado em massa???

o livro com o nome Esporte Mata de José Róiz foi proibido de ter segunda edção. Mas é possivel acha-lo em sebos

 
At 10 de setembro de 2008 às 13:47, Anonymous nirso said...

assino embaixo do cara....

O Phelps vai morrer logo, logo...
Se o cara bate o próprio recorde sem parar, imagina ele daqui a uns 25 anos.....
Vai tá só o pó.....

 
At 10 de setembro de 2008 às 16:27, Anonymous Fiume420 said...

E o Isaac Hayes morreu fazendo ergométrica.

 
At 11 de setembro de 2008 às 14:10, Anonymous fubeca said...

dá para achar o livro na internet. mas, mais do q empresas, vc já imaginou o q aconteceria com nossa cultura e o nosso sistema de ensino se as aulas de "ginástica" ou de "educação física" fossem pro saco?

 
At 11 de setembro de 2008 às 16:24, Anonymous Anônimo 1 said...

Eu estudei minha vida inteira em escola pública em em nenhum momento foi útil para nada, ou melhor, em nenhum momento se levou a sério essas aulas nas escolas.

 
At 11 de setembro de 2008 às 20:12, Anonymous Anonymous said...

Será mesmo que atividade física mata? Ou será que o que causaria o stress danoso ao organismo é a competição e o culto exagerado à beleza das formas musculosas?
Além disso stress da nossa época também é causado por alimentação, pressões do cotidiano e etc.
O esporte pode matar, mas o sedentarismo também. Ficar sem fazer nada também mata.

 
At 12 de setembro de 2008 às 09:27, Anonymous Anônimo 1 said...

Só de se pegar um transporte coletivo nessa cidade estressante já é um imenso exercício físico, não vejo modo nenhum de alguém ser absolutamente sedentário atualmente, nem que quisesse.

 
At 13 de setembro de 2008 às 20:20, Anonymous Claudio said...

Se falarmos de "esporte" como sendo esse extremo visto nas olimpíadas eu concordo que é uma puta agressão ao corpo humano. Exemplos não faltam.

E eu também estou pouco me fudendo pra essa propaganda de esporte = saúde ou bem estar. Todo esporte deveria se abster disso e divulgar o quão lesivo ele pode ser.

No mais, tenho certeza que o Phelps ou qualquer esportista DE VERDADE (excluindo aqui os que praticam qq atividade com fins utilitários) não nada pra viver mais ou porque faz bem à saúde, ele faz porque simplesmente curte nadar e só.

Agora se pensarmos pelo bom senso, eu aposto contigo: fica paradinho sedentário aí enquanto eu curto alguma atividade física (sem excessos), e qdo tu tiver morrendo eu vou te lembrar o qto tempo vc desperdiçou punhetando suas revoltas enquanto podia ter usado o resto do seu corpo (e não somente seu cérebro revoltado) pra se sentir um pouco mais vivo enqto podia.

Claudio

 
At 13 de setembro de 2008 às 21:17, Anonymous Fiume420 said...

Você não me conhece, como ousa falar de como eu vivo e como vou morrer. Se quizer me encontrar ficarei muito feliz em discutir como você vai morrer.

Em momento nenhum foi dito que o sedentarismo é bom. não distorça o que foi escrito.

Eu uso bicicleta como meio de transporte.

Aposto que a minha vida é muito mais intensa que a sua.

 
At 14 de setembro de 2008 às 00:22, Anonymous Anonymous said...

Como eu vou morrer não sei. O Claudio vai morrer pela boca.

 

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