Libertários freqüentemente têm sonhado em escapar da tirania do estado; alguns quiseram fazê-lo buscando refúgio em terras distantes e desabitadas onde pudessem viver em isolamento ou em pequenas comunidades mantidas juntas pelo princípio da associação voluntária e do auxílio mútuo. No entanto os historiadores sabem que esses experimentos raramente sobrevivem em paz por muito tempo; cedo ou tarde o estado os encontra com sua violência instintiva e sua mania de coerção.

Como os povos explorados ao redor do mundo estão começando a perceber, o verdadeiro inimigo está entre eles mesmos — a violência coercitiva do estado — e precisa ser combatido constantemente no núcleo de seus domínios. Todos precisam lutar contra o estado: em casa, nos negócios, nas escolas, nas comunidades e no mundo. Nossa tarefa é resistir ao estado e desmantelá-lo por quaisquer meios que tenhamos em mãos.

Historicamente os estados não se desmantelam por vontade própria ou facilmente. Embora eles possam se desintegrar em impressionante velocidade, como na Rússia em 1917 ou na França em 1968, quase sempre novos estados surgem para tomar seus lugares. O motivo disso é que os homens não conseguem acreditar na viabilidade de uma sociedade com liberdade plena e qualidade de vida sem a violência coercitiva do estado. Os homens estiveram por tanto tempo escravizados pelo estado que não conseguem se livrar dessa mentalidade podre.

Joseph R. Pedens



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11 Comments:

At 7 de setembro de 2008 às 02:16, Anonymous leandro pinto said...

A maioria dos anarquistas ainda usa fraldas. Deve ter até mesmo quem goste.

Fugir da realidade é uma atitude infantil, e a partir de uma certa idade, uma atitude covarde.

O anarquismo é uma das grandes idiotias coletivas da modernidade. Um conjunto de idéias que não se sustenta nem por cinco minutos diante de uma reflexão séria.

vamos pensar no caso do Brasil, onde a formação histórica do Estado é bem documentada e podemos ter um mínimo de compreensão sobre esta formação.

O estado brasileiro só nasce realmente com a vinda da corte portuguesa de D. João VI. É a partir disso que irá se estruturar o estado. Tal acontecimento não pode "desacontecer". É fato. O movimento republicano e o fim da monarquia no final do século XIX são acontecimentos históricos que também não podem deixar de ter acontecido.

Com isso só quero dizer uma coisa muito simples, o Estado foi construído e se estabeleceu recentemente.

Ora, o que pretende o anarquismo? A destruição do Estado.

Essa proposta não garante que no futuro não se inicie novamente um processo de construção de outro Estado. Portanto, enquanto existir a mera idéia do Estado, ou enquanto existir a possibilidade de construção do Estado, o anarquismo terá um motivo para se rebelar e pretender aniquilar o Estado.

Todavia, a idéia de Estado ou a possibilidade de construção do mesmo, faz parte da estrutura ontológica do ser humano. Criar civilização, Cidade, Estado, Legislação, é uma capacidade própria da humanidade.

Portanto o anarquismo luta contra o próprio potencial humano de produção da realidade.

Ser contra o Estado, lutar para abolir o Estado, desejar a destruição definitiva do Estado, agir para que ocorra a queda e degeneração do Estado, tudo isso não passa de um mesmo e rancoroso propósito de mutilar a potência humana de transformar o ambiente e gerar formas próprias de organização social.

é necessário compreender a realidade e encarar os fatos com sobriedade. Coisas que os anarquistas e as crianças de quatro anos tem grande dificuldade.

fugir do estado é uma postura covarde, se submeter passivamente a ele é imoral, pretender destruí-lo é uma estupidez assombrosa...

a única postura digna de um homem é tentar compreendê-lo... e, se possível, colaborar com a sua elevação ao reino da Justiça Divina.

 
At 7 de setembro de 2008 às 12:01, Anonymous Fiume420 said...

Some daqui, seu merda.... ninguém tá interessado nessa sua baboseira delirante.

 
At 8 de setembro de 2008 às 17:40, Anonymous Anonymous said...

"Com isso só quero dizer uma coisa muito simples, o Estado foi construído e se estabeleceu recentemente."

Não entendo uma palavra do que o imbecil quer dizer, se ao menos ele se der ao trabalho de ler o "A sociedade contra o Estado", do Clastres, que se encontra aqui na seção de e-books, parará de cometer, por sua vez, erros primários e infantis que ele tanto comentou.

"tudo isso não passa de um mesmo e rancoroso propósito de mutilar a potência humana de transformar o ambiente e gerar formas próprias de organização social."

Leia, fica a dica, o livro do Pierre e depois comente (e engula) isso que disseste. Não há nem informação de como o Estado pode surgir, surgiu por acidente, surgiu sabe-se lá por qual incidente fatídico, e ainda diz palavras que exigem "atividade" como gerar, etc.

 
At 9 de setembro de 2008 às 00:24, Anonymous LEANDRO PINTO said...

no caso do Brasil o estado foi construído e se estabeleceu recentemente...

você não é capaz de compreender uma frase dentro do contexto sua besta quadrada anônima?

"vamos pensar no caso do Brasil"... tu não percebe que a conclusão "o Estado foi construído recentemente" se refere a esta premissa?

o Estado brasileiro é uma construção histórica recente... enquanto que o Estado português foi formado entre os séculos XII e XIV...

já o primeiro Estado da história é desconhecido... a hipótese mais aceita é que ele surgiu na Mesopotâmia, por volta de 5 mil anos A. C.

enfia o "livro do Pierre" no CU DA SUA MÃE E RASGUE-O!!!!

 
At 9 de setembro de 2008 às 10:53, Anonymous Anonymous said...

Então, sabe tudo, primeiro, como se surge um Estado numa socidade sem Estado(a resposta está no Clastres!), segundo, caso tua ignorância te impeça de saber, havia algumas sociedades primitivas já no Brasil, antes dos descobridores, que possuíam Estado; terceiro, posso te recomendar dezenas de livros de anarquistas que, refletindo seriamente, sustentam absolutamente o anarquismo e, mais, negam ponderamente (e por vezes didaticamente, para gente como tu) que com a queda de um Estado, instituindo-se o modo de vida anarquista, seria impossível o surgimento de outro Estado (e, se tu leres o Clastres, verás que é impossível o surgimento do Estado onde a imensa maioria não quer o Estado e, além disso, onde não existe Poder nem modo de o suster).

Tuas ofensas são desnecessárias e, como podes supor, não me atingem, sinceramente.

E enquanto não tiveres embasamento teórico e ficares somente dizendo: "é isso porque eu acho/sei que é assim", abstenho-me de levar-te a sério.

 
At 9 de setembro de 2008 às 23:14, Anonymous leandro pinto said...

escuta aqui anônimo, você não tem idéia do que está dizendo...

primeiro, nos dois livros do Clastres que conheço (A Sociedade contra o Estado e Arqueologia da Violência), em nenhum momento há uma resposta categórica e definitiva sobre o surgimento do Estado numa sociedade sem Estado, o que há são hipóteses, desde aumento demográfico até concentração de poder em personalidades "proféticas-religiosas".

segundo, no território que hoje entendemos por "brasileiro", não havia, no século 16, nenhum Estado... os povos Tupi, Jê, Aruak, Tucano, Pano, Karib, e outros, eram sociedades sem a presença de um poder coercitivo, ou seja, não havia impostos nem polícia... o império Inca, caso você não saiba, não dominava todo o continente.

terceiro, as dezenas de livros anarquistas não servem nem para limpar a bunda, pois o cu também merece uma boa educação.

quarto, eu não te respeito.

quinto, vai comer merda.

 
At 10 de setembro de 2008 às 10:15, Anonymous Anonymous said...

Pois bem, então como tu podes dizer que, tendo em vista a existência de muitas sociedades sem Estado, "a possibilidade de construção de um Estado faz parte da estrutura ontológica do ser humano" e, além do mais, partindo do pressuposto supracitado, tu vais além e insiste que "o anarquismo (ausência de Estado) luta contra o potencial humano de produção de realidade" sendo que houve, durante muito tempo, a mesma realidade sem a existência de Estado e, não obstante, parece abrir mão da tua própria coerência sendo ciente de que, tendo havido durante longo tempo uma sociedade sem Estado, e que ela tinha sua coerência e "realidade" interna, ainda insistes tu que "nada impede que no futuro surja dentro do anarquismo um novo Estado". Isso é ilógico e tu raciocinas como alguém que, desejando aos outros que comam merda, deves ter estes tipos de fetiches.

 
At 11 de setembro de 2008 às 01:18, Anonymous leandro pinto said...

caro sujeito anônimo, boa noite, tu é um sujeito muito burro mas eu vou tentar explicar as coisas para você.

por "possibilidade" não se entende "necessidade". O estado é uma possibilidade humana, não uma necessidade.

as sociedades indígenas estudadas por Clastres na América do Sul não eram "sociedades anarquistas". O conceito de anarquia jamais passou pela cabeça de nenhum Guarani, Botocudo ou Xavante. O anarquismo é um movimento político nascido na Europa que proclama a destruição do Estado, em favor da autogestão, sem a presença de um poder autoritário que imponha a lei. Ora, comparar a sociedade desejada pelos anarquistas do século XIX, que só existe como utopia, com as sociedades reais sul-americanas, é confundir realidade histórica com idealidade, é não discernir um projeto imaginário com comunidades humanas que existem a milênios.

não seja burro ao ponto de confundir uma real comunidade guarani com uma imaginária sociedade saída dos delírios de Bakunin.

o anarquismo é sim uma luta contra o potencial criador da humanidade, pois a humanidade é capaz de construir Estados e o anarquismo pretende amputar essa capacidade, com uma justificativa ridícula que identifica o Estado com o próprio Mal encarnado, como se a natureza do Estado fosse em-si opressora, o que é uma deslavada mentira, pois em todos os Estados, seja os da Antiguidade, seja os modernos, podemos ver um imenso florescimento da arte, da filosofia, da ciência, da religião, e de outras manifestações de cultura elevada.

entretanto, com isso não quero dizer que os povos que não construíram Estados e nem mesmo estabeleceram uma economia baseada na agricultura, mas que se mantiveram como caçadores-coletores, sejam "inferiores".

Os povos chamados de "primitivos" apresentam em vários aspectos uma cultura extremamente sofisticada e avançada, fruto de um intenso processo de experimentação e investigação da natureza e da psique.

agora, quando eu disse que "nada impede que no futuro surja dentro do anarquismo um novo Estado" eu apenas faço um conjectura. Por exemplo, vamos imaginar que o povo francês decida de um dia pra outro abolir o Estado e fundar uma "sociedade anarquista" ou "libertária". Ora, não é impossível que no futuro o Estado reapareça nesta sociedade, assim como não é impossível que o Parque Indígena do Xingu um dia se torne um estado autônomo. Se em sociedades sem estado fosse impossível o aparecimento do Estado, então jamais teria surgido o Estado.

O estado é uma possibilidade, caso contrário, se fosse uma impossíbilidade, não teria existido nenhum império inca, maia, egípcio, romano, indiano, mongol, chinês, etc...

Tu não sabe o que é LÓGICA, vai estudar menino........

 
At 11 de setembro de 2008 às 09:54, Anonymous Anonymous said...

Embora continuar com isso seja, aí sim, uma grande "idiotia", vamos lá:

Não sei bem se sou eu quem não sabe o que fala, já que, tu dizes sobre a "possibilidade" não ser (necessariamente) "necessidade", mas, não consigo absolutamente ver isso: "Todavia, a idéia de Estado ou a possibilidade de construção do mesmo, faz parte da estrutura ontológica do ser humano", ou seja, tu dizes, além da "possibilidade", haver essa "idéia de Estado" como inerente à natureza humana.

Em nenhum momento, fique claro, quero comparar a ausência de Estado de uma sociedade primitiva com a "destruição do Estado", proposta anarquista, quero somente achar o sentido do qual tu tiras afirmação de "idéia de Estado" ser inerente à natureza humana e, partindo do suposto que isso seja falso, aí sim, acato, como dizes, que "a humanidade é capaz de construir Estados", sim, é, mas não que essa necessidade seja obrigatoriamente "uma parte da estrutura ontológica do ser humano".

A humanidade é capaz de construir muitas coisas, perceba, mas muitas delas são absolutamente dispensáveis, como o Estado. E o que me estranha em ti é que disseste, neste post acima, "que a natureza do Estado não é em si opressora" e, noutro post, imediatamente superior, relaciona o Estado justamente ao poder coercivo, a saber, "segundo, no território que hoje entendemos por "brasileiro", não havia, no século 16, nenhum Estado... os povos Tupi, Jê, Aruak, Tucano, Pano, Karib, e outros, eram sociedades sem a presença de um poder coercitivo, ou seja, não havia impostos nem polícia... o império Inca, caso você não saiba, não dominava todo o continente.". Tu dizes que não é opressor mas somente consegues relacionar, como eu também penso, à polícia e ao imposto, os dois maiores modos de opressão.

No que se refere ao surgimento do Estado dentro de uma sociedade que o amputou, é mais amplo do que tenho tempo (e vontade) de o explicar, mas o surgimento do Estado dentro da mesma se daria somente por uma "infelicidade generalizada utópica", que começasse a delegar sua própria autonomia às mãos de outrem, por qualquer motivo de insatisfação, e isso, é necessário frisar, dar-se-ia somente pela camada mais alta da sociedade que se veria privada das suas regalias desnecessárias; agora me pergunto, como essa camada, numa sociedade sem Estado, e privada dos bens e valores, ou melhor, numa sociedade onde não existisse esse tipo de valor, poderia financiar um poder coercitivo? Não digo que é impossível, fique sabendo, mas precisaria que a grande massa pobre se sentisse insatisfeita com a igualdade e quisesse retornar à desigualdade e à miséria fazendo renascer alguma forma de "valor" e dando-o à pessoas de algum modo "escolhidas". Eu acho bem pouco provável o retorno do Estado numa sociedade que o amputou. Mas não nego sua possibilidade, embora ínfima.

Em sociedades sem Estado foi possível o surgimento do mesmo, mas numa sociedade que já o conhece e o abnega, não vejo possibilidade de retorno.

Pelo que penso, o capitalismo se esgotou, o socialismo é banal, o mundo atual é absolutamente injusto e não vejo possibilidades de uma "evolução", se isso se pode dizer de algum modo, ou, melhor, que continuemos a ver, o que tu propuseste como concomitante com o surgimento do Estado, "ver um imenso florescimento da arte, da filosofia, da ciência, da religião, e de outras manifestações de cultura elevada." Chegamos à extremidade, à beira do precipício do Estado, não temos mais nenhuma manifestação de cultura elevada e, sinceramente, não vejo como isso florescerá, portanto, uma mudança drástica faz-se necessária e não vejo outra alternativa, embora completamente utópica, além do anarquismo.

 
At 11 de setembro de 2008 às 16:25, Anonymous Anônimo 1 said...

Aparecerei aqui, agora, como "anônimo 1", se é que isso muda algo, apenas uma distinção sutil.

 
At 12 de setembro de 2008 às 00:27, Anonymous leandro pinto said...

por "ser humano" eu me refiro ao ser humano em geral, ou seja, a humanidade enquanto "espécie". Ora, a natureza de tal espécie não é, no meu entender, somente bioquímica, mas também social. Essa "natureza social" (que faz parte da estrutura ontológica da humanidade) é histórica. A idéia do Estado é parte desta História.

com isso eu concluo que a idéia ou possibilidade do Estado é parte da estrutura ontológica (social, logo histórica) do ser humano.

a "estrutura ontológica" não é separada da história.

mas, como eu disse, o estado é uma possibilidade, e por isso é um equívoco dizer que sociedades sem estado são sociedades sem história, como se todos os povos fossem obrigados, por algum determinismo, a construir Estados.

caro sujeito anônimo, você está distorcendo o que eu disse para sustentar suas idéias anarquistas.

preste atenção e leia de novo o que EU escrevi.

mas numa coisa eu concordo com você: o capitalismo se esgotou.

 

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